Inteligência · Fiscalização ambiental · IBAMA 2026
Fiscalização ambiental do IBAMA em Amapá (AP)
O IBAMA mantém 2.436 eventos de fiscalização ambiental vigentes contra 866 empresas, somando R$ 277,2 mi em multas aplicadas.
A fiscalização ambiental em Amapá é conduzida principalmente pelo IBAMA, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Ao constatar uma infração (desmatamento ilegal, poluição, transporte de madeira sem origem comprovada ou comércio irregular de fauna, entre outras), o órgão aplica sanções administrativas que vão da multa ao embargo da área. Este panorama consolida 2.436 desses registros ainda vigentes, somando R$ 277,2 mi em multas aplicadas a 866 empresas, a partir dos Dados Abertos do IBAMA.
Os números refletem apenas eventos em vigor: autos de infração cancelados e embargos já desfeitos ficam de fora, para que a estatística represente a pressão fiscalizatória atual, e não um acúmulo histórico de registros baixados. Um auto de infração é um ato administrativo e pode estar sob recurso; constar nesta base indica volume de fiscalização, não uma condenação definitiva. A leitura por tipo de sanção, por estado e por setor econômico mostra onde essa pressão se concentra na atividade produtiva.
Destaques
R$ 277,2 mi
em multas ambientais vigentes
2.080
autos de infração ativos
107
empresas no setor mais autuado
866
empresas com fiscalização vigente
Como o IBAMA sanciona: do auto de infração ao embargo
A multa pecuniária (auto de infração) é a resposta mais comum em volume, mas o peso financeiro e o impacto operacional se distribuem de forma desigual entre os cinco instrumentos de fiscalização.
Os tipos de sanção ambiental do IBAMA
A base unifica cinco instrumentos de fiscalização, do auto de infração à destruição de bens. Cada um cumpre um papel distinto na resposta do Estado ao dano ambiental, e a distribuição entre eles revela o perfil da atuação do órgão.
Auto de infração
2.080A multa aplicada quando o IBAMA constata uma infração ambiental. É a sanção pecuniária e a modalidade mais frequente, com valor fixado conforme a gravidade do dano.
R$ 246,9 mi em valores aplicados
Embargo
109Suspende a atividade ou a obra na área onde houve o dano, impedindo que o ilícito continue. É o principal instrumento contra o desmatamento e a ocupação irregular.
Apreensão
221Retém produtos, instrumentos ou animais ligados à infração, como madeira sem origem legal, equipamentos de extração e fauna silvestre.
R$ 30,2 mi em valores aplicados
Suspensão
19Suspende atividade, venda ou registro do infrator até que a situação seja regularizada perante o órgão ambiental.
Destruição e inutilização
7Destrói bens que não podem retornar ao uso, como petrechos de pesca proibidos e produtos perecíveis em situação irregular.
R$ 92,0 mil em valores aplicados
Os setores e os estados mais fiscalizados
A fiscalização ambiental não atinge a economia de forma homogênea: concentra-se nas atividades que exploram recursos naturais e nas regiões de fronteira agrícola, onde a pressão sobre a vegetação nativa e a cadeia da madeira é maior.
A fiscalização ambiental ao longo dos anos
A série histórica reúne os autos ainda vigentes por ano de lavratura, ajudando a enxergar os ciclos de intensidade da fiscalização e o estoque que permanece ativo.
Análise de mercado
O painel ambiental consolida 866 empresas autuadas e 2.436 eventos de fiscalização vigentes, com volume total de multas aplicadas de R$ 277,2 mi. Os autos de infração respondem pela maior parte dos eventos, somando 2.080 ocorrências e R$ 246,9 mi em valor, evidenciando que a penalidade pecuniária é o principal instrumento utilizado pelos órgãos ambientais. O setor madeireiro e suas cadeias correlatas concentram a maior densidade de empresas autuadas no recorte.
- Os autos de infração representam 2.080 dos 2.436 eventos totais, gerando R$ 246,9 mi em multas, enquanto as apreensões, com 221 ocorrências, acumulam R$ 30,2 mi em valor retido, indicando que medidas restritivas de bens também carregam expressivo impacto financeiro.
- Embargos e suspensões somam, respectivamente, 109 e 19 eventos, modalidades que implicam paralisação de atividades e tendem a ter efeito operacional imediato para as empresas afetadas, independentemente do valor monetário associado.
- O comércio varejista de madeira e artefatos lidera o recorte setorial com 107 empresas autuadas, seguido pelo comércio varejista de combustíveis para veículos automotores com 67 e pelas serrarias com desdobramento de madeira em bruto com 63, revelando que a cadeia produtiva da madeira, do extrativismo ao varejo, é a de maior presença no conjunto de autuações.
- Setores aparentemente distantes da atividade florestal, como construção de edifícios com 42 empresas e transporte rodoviário de carga com 32, figuram entre os mais autuados, apontando que a fiscalização ambiental alcança atividades de suporte logístico e de uso do solo urbano, e não apenas extratores diretos de recursos naturais.
Metodologia
Agregação dos eventos de fiscalização do IBAMA (autos de infração, embargos, apreensões, suspensões e destruições) com ocorrência em Amapá (AP), considerando apenas eventos vigentes e pessoas jurídicas com CNPJ confirmado. Setores pelo CNAE principal da matriz na Receita Federal. Valores em centavos inteiros. A página é agregada e não imputa conduta a nenhuma empresa.
Fontes
- IBAMA (fiscalizacao ambiental)2026-06-14
Compilado pelo Sentinela em 21/06/2026.
Perguntas frequentes
- Quais setores são mais autuados pelo IBAMA em Amapá?
- O gráfico de setores ordena as atividades pelo número de empresas distintas com fiscalização ambiental vigente em Amapá, a partir do CNAE principal da matriz.
- Estar nesta estatística indica irregularidade de uma empresa de Amapá?
- A página é agregada e não nomeia empresas. Um auto de infração é um registro administrativo e pode estar sob recurso; os números refletem o volume de fiscalização, não condenações.
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