Inteligência · Fiscalização ambiental · IBAMA 2026
O IBAMA mantém 5.798 eventos de fiscalização ambiental vigentes contra 3.254 empresas, somando R$ 754,6 mi em multas aplicadas.
A fiscalização ambiental em Rio Grande do Sul é conduzida principalmente pelo IBAMA, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Ao constatar uma infração (desmatamento ilegal, poluição, transporte de madeira sem origem comprovada ou comércio irregular de fauna, entre outras), o órgão aplica sanções administrativas que vão da multa ao embargo da área. Este panorama consolida 5.798 desses registros ainda vigentes, somando R$ 754,6 mi em multas aplicadas a 3.254 empresas, a partir dos Dados Abertos do IBAMA.
Os números refletem apenas eventos em vigor: autos de infração cancelados e embargos já desfeitos ficam de fora, para que a estatística represente a pressão fiscalizatória atual, e não um acúmulo histórico de registros baixados. Um auto de infração é um ato administrativo e pode estar sob recurso; constar nesta base indica volume de fiscalização, não uma condenação definitiva. A leitura por tipo de sanção, por estado e por setor econômico mostra onde essa pressão se concentra na atividade produtiva.
R$ 754,6 mi
em multas ambientais vigentes
4.939
autos de infração ativos
340
empresas no setor mais autuado
3.254
empresas com fiscalização vigente
A multa pecuniária (auto de infração) é a resposta mais comum em volume, mas o peso financeiro e o impacto operacional se distribuem de forma desigual entre os cinco instrumentos de fiscalização.
A base unifica cinco instrumentos de fiscalização, do auto de infração à destruição de bens. Cada um cumpre um papel distinto na resposta do Estado ao dano ambiental, e a distribuição entre eles revela o perfil da atuação do órgão.
A multa aplicada quando o IBAMA constata uma infração ambiental. É a sanção pecuniária e a modalidade mais frequente, com valor fixado conforme a gravidade do dano.
R$ 674,3 mi em valores aplicados
Suspende a atividade ou a obra na área onde houve o dano, impedindo que o ilícito continue. É o principal instrumento contra o desmatamento e a ocupação irregular.
Retém produtos, instrumentos ou animais ligados à infração, como madeira sem origem legal, equipamentos de extração e fauna silvestre.
R$ 80,4 mi em valores aplicados
Suspende atividade, venda ou registro do infrator até que a situação seja regularizada perante o órgão ambiental.
Destrói bens que não podem retornar ao uso, como petrechos de pesca proibidos e produtos perecíveis em situação irregular.
R$ 30 em valores aplicados
A fiscalização ambiental não atinge a economia de forma homogênea: concentra-se nas atividades que exploram recursos naturais e nas regiões de fronteira agrícola, onde a pressão sobre a vegetação nativa e a cadeia da madeira é maior.
A série histórica reúne os autos ainda vigentes por ano de lavratura, ajudando a enxergar os ciclos de intensidade da fiscalização e o estoque que permanece ativo.
O painel ambiental consolida 3.254 empresas autuadas em 5.798 eventos de fiscalização vigentes, com total em multas aplicadas de R$ 754,6 mi. Os autos de infração respondem pela maior parte dos eventos, com 4.939 registros e R$ 674,3 mi em valores aplicados, seguidos por apreensões que somam R$ 80,4 mi. A cadeia ligada a madeira e seus derivados concentra os setores com maior volume de autuações, revelando um padrão de fiscalização ambiental fortemente orientado a atividades de extração, processamento e comercialização de recursos naturais.
Agregação dos eventos de fiscalização do IBAMA (autos de infração, embargos, apreensões, suspensões e destruições) com ocorrência em Rio Grande do Sul (RS), considerando apenas eventos vigentes e pessoas jurídicas com CNPJ confirmado. Setores pelo CNAE principal da matriz na Receita Federal. Valores em centavos inteiros. A página é agregada e não imputa conduta a nenhuma empresa.
Compilado pelo Sentinela em 21/06/2026.
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